Projeto citado nas publicações foi apresentado em 2007 e arquivado pela Câmara em 2008; candidato negou nesta quinta-feira (24) qualquer intenção de alterar o título de Padroeira do Brasil.
Uma publicação que circula nas redes sociais provocou repercussão nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026) ao associar o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A polêmica ganhou força durante a campanha eleitoral de 2026, mas a proposta mencionada nas publicações é antiga. Trata-se do Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado em 12 de dezembro de 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli e arquivado definitivamente em 22 de agosto de 2008.
Polêmica ganhou força nesta quinta-feira
O assunto voltou a circular nas redes sociais na quinta-feira (24), em meio à disputa eleitoral pela Presidência da República. Publicações passaram a relacionar a candidatura de Flávio Bolsonaro a uma proposta que mudaria a denominação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
A repercussão aumentou depois de comentários feitos na GloboNews. Posteriormente, a emissora reconheceu que a informação apresentada estava equivocada e pediu desculpas pela divulgação.
Flávio Bolsonaro nega intenção de retirar o título
Na noite de quinta-feira (24 de setembro), Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais negando que exista uma proposta sua para retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de Padroeira do Brasil.
Nesta sexta-feira (25), o candidato voltou a negar a informação e afirmou que não apoiou nenhum projeto com esse objetivo. A declaração ocorreu após a repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa.
Projeto citado é de 2007
O texto que voltou a ser compartilhado em setembro de 2026 é o PL 2.623/2007, apresentado em 12 de dezembro de 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli.
A proposta pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto foi rejeitado durante sua tramitação e acabou arquivado em agosto de 2008, não estando atualmente em tramitação no Congresso Nacional.
Debate ocorre durante as eleições de 2026
A discussão ganhou espaço justamente durante a campanha eleitoral de 2026, em um momento em que temas relacionados à religião também passaram a fazer parte do debate político.
Portanto, é importante separar os acontecimentos: a discussão nas redes sociais e as declarações dos candidatos são de setembro de 2026, enquanto o projeto de lei utilizado como referência nas publicações é de 2007 e está arquivado desde 2008.


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