CPMI do INSS convida Galípolo e Campos Neto para esclarecer fraudes em consignados

Poder & Judiciário

Comissão avança sobre o caso Banco Master e investiga irregularidades que deixaram aposentados "reféns" de instituições financeiras.

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (19) requerimentos cruciais para o avanço das investigações sobre fraudes no crédito consignado. Foram convidados o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto.

Os convites visam esclarecer o papel de fiscalização do Banco Central diante das denúncias de operações irregulares que afetaram milhares de aposentados. Além disso, a comissão deu aval ao compartilhamento de dados sigilosos com a CPI do Crime Organizado.

Destaques da Oitiva e Requerimentos:

  • Convocação do BC: Galípolo e Campos Neto devem prestar depoimentos sobre a supervisão bancária durante os períodos das fraudes investigadas. [00:00:59]
  • Banco C6 em Foco: O CEO do Banco C6 Consignados, Artur Azevedo, defendeu a instituição alegando que não houve "venda casada" e que os seguros tinham autorização dos clientes. [00:01:52]
  • Blindagem Política: O presidente da comissão, Carlos Viana, afirmou que o compartilhamento de dados busca desmentir qualquer recurso de blindagem política dentro da CPMI. [00:01:27]

Aposentados "Reféns" do Sistema

O senador Carlos Viana destacou, após a oitiva do CEO do Banco C6, que o depoimento evidenciou a vulnerabilidade do aposentado brasileiro frente às regras bancárias. "O aposentado está refém. Não há proteção para quem precisa de dinheiro", declarou Viana, criticando a falta de mecanismos de segurança contra abusos financeiros. [00:02:46]

Relatório Final e Conflito com a PF

O relator Alfredo Gaspar informou que, caso não haja prorrogação da CPMI pelo STF, o relatório final será apresentado na próxima quarta-feira. O documento, descrito como "estritamente técnico", deve conter cerca de 5.000 páginas de evidências e análises. [00:03:08]

Viana também rebateu nota da Polícia Federal sobre o pedido de dados de Daniel Vorcaro (Banco Master), afirmando que a PF realiza um grande trabalho, mas que a comissão parlamentar tem prerrogativas próprias de investigação que não estão sujeitas às regras da corporação. [00:03:17]

Fonte Original: SBT News (Assista à cobertura completa)
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