Juíza de Brasília quer acabar com ingressos mais baratos para mulheres

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Você acha justo que homens e mulheres paguem valores diferentes para que frequentem uma mesma festa com condições iguais? Em Brasília, um homem foi à Justiça para poder pagar o mesmo que as mulheres por um ingresso. Na tabela de valores de um evento da R2 Produções, empresa de eventos, a entrada masculina custava R$ 220 e a feminina R$ 170. “Não pode o empresário-fornecedor usar a mulher como ‘insumo’ para a atividade econômica, servindo como ‘isca’ para atrair clientes do sexo masculino para seu estabelecimento”, alegou a juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Caroline Santos Lima.

No entendimento da magistrada, não há respaldo legal para cobrar valores diferentes e isso é uma afronta à dignidade das mulheres. O pedido do homem era de liminar em tutela de urgência, mas foi negado por não haver justificativa para a urgência, ainda que a cobrança seja ilegal. Caroline ainda afirma que se a cobrança fosse diferente para um idoso ou estrangeiro, seria “um flagrante e sequer haveria discussões”, mas a cobrança menor para mulheres é uma afronta que pode parecer “uma pseudo-homenagem, um prestígio ou privilégio”.

Na Justiça

Apesar do pedido de urgência negado, o caso ainda vai ser tratado em audiência de conciliação e a juíza exigiu que a Promotoria de Defesa do Consumidor investigasse a cobrança indevida. O Ministério Público do Distrito Federal abriu um inquérito para apurar o caso. Através de nota, a R2 Produções afirmou que vai rever as políticas de preço, mas que cobra menos para as mulheres “por ser uma prática recorrente no País”

FONTE: http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/oviral/2017/06/27/juiza-de-brasilia-quer-acabar-com-ingressos-mais-baratos-para-mulheres/

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